domingo, 3 de agosto de 2008
De Nick Farewell
Está frio, ainda maisfrio estou por dentro. Tudo parece congelar à minha volta. Aperto ainda mais o casaco. Eu queria que Deus me passasse para o lado quente da vida. Mas também retirar essa resposta estúpida de que estou reclamando de barriga cheia. Quem nunca teve, ou melhor, tem o coração partido como eu, sabe do que estou falando (eu acho). Tenho medo de dizer isso. Mas nunca poderemos preencher e nem aquecer o vazio que sentimos aqui dentro. Aperto o passo. Pendo em ir para algum lugar onde ninguem me conheça pela milésima vez. Penso em mudar de identidade pela milésima vez. Penso em inventar uma nova personalidade. Uma nova história. Sem traumas e complexos. Alguém mais alegre e sem problemas metafísicos. Eu quase consigo imaginar isso de verdade. Fecho os olhos e crio uma idéia nova. Uma nova pesonalidade. Uma nova identidade e um novo lugar. Uma nova infância, uma nova adolecência, uma nova escola, uma nova namorada. Eu amaldiçôo todo demonio que conheço, mas não consigo mudar o meu maldito coração. Levanto meu rosto, expirando fundo. Sinto que deixei alguma coisa no bar. Alguma coisa no Passenger, alguma coisa em casa, outra coisa na infância, mais coisas na casa dos pais e provavelmente tudo no berçário. Queria chorar. Queria lamentar sinceramente pela minha falta de clareza. De não saber o que sinto. Queria derramar todas as minhas mágoas de não conseguir entender absolutamente nada. De ter nascido nessa condição precária. Tudo o que está em mim me acompanha desde que eu nasci? Queria que a minha sombra me respondesse. Mas a minha sombra é como a minha dor. Aparce e desaparece dependendo do sol da minha vida.
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2 comentários:
Como assim?!?rs!
Como vc faz isso hein!?!rs!
Bazinha, é uma honra ser citdo por você.
Beijos.
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