quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Diária

Imaginário, Sonho
Cinco e Dez.
Desperta, encherga, procura, acha, troca, procura, troca,
Atrasa, corre, frio, vazio,
Corre, multidão, dentro dela, música,
Saudade
Seis e vinte.
Claro, sufoco, aperto, no peito.
Agonia, desce, sobe, ociosidade,
Cigarro, sorriso, amarelo
Sete e meia.
Café, espera, lembrança, começo,
Cansaço, mental, prepara, espera,
Espera, joga fora, tempo
Oito e quarenta.
Faz, acompanha, gosta, desgosta,
Cansa, acorda, vazio, gelado,
Fome, de que?
Nove e cinquenta.
Risada, rápido, camiseta,
Saudade, nada.
Onze.
Pensa, acompanha, espera, de novo,
Pira, dor, estômago
Meio dia e dez.
Sol, companhia, conversa,
Conversa, renova, abre, fecha,
Nada, saudade, pensa,
Uma e vinte.
Beijo, alívio, limpo, claro, vivo, luz,
Chão, mesa, cheiro, vida
Duas e meia.
Qualquer, tanto faz, corre, calma,
Pensa, saudade, espera,
Três, quatro, cinco, seis, sete.
Coragem, decepção, cansa, pensa,
Escreve, adora, abraça, foge, sente, vê
Quer, não tem, pior,
Minutos, horas, aulas,
Dor, saudade, espera,
Dez.
Volta, pára, pensamento, não,
Começa, alívio, agonia,
Vazio, recepção, sobe, água, cigarro,
Onze.
Vê, procura, vê, relembra,
Imagem, saudade, espera,
Vazio, abre, fecha, nada, vazio
Meia noite.
Pensa, pensa, solidão,
Saudade, espera, pensa, solidão,
Saudade, loucura, Saudade, aperto,
No peito, loucura,
Desepero, vertigem, visão,
Saudade, loucura,
Imaginário, Sonho,
Cinco e dez.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

New Life

Finalmente, hoje tirei o papel. Eu ia queimar, mas não. Está aqui, jogado em qualquer lugar.
Pensei...que queimar remeteria uma raiva, agressividade. E não é isso que eu sinto mais. Não tenho raiva, nem rancor. O que fica a lembrança de tempos ruins, com poucas pitadas de sorrisos perdidos no obscuro.
Mas diante de um acontecimento mais iluminado que tudo eu chegue ao perdão, real, do coração. Um não, dois acontecimentos, em cada uma das duas vidas. Um que, trazendo inocência, me fez esquecer qualquer ruindade que possa existir. E outro que me trouxe uma paz que eu jamais imaginava que poderia sentir.
Engraçado como Deus faz as coisas no tempo certo né!? Antes de me trazer a notícia que me faria voltar no tempo, Ele me abençoou com a força em um presente incomparável. Realmente, ele sabe o que faz.
E como agradecer a tudo isso? Realmente, não sei. Mas uma hora descubro. E mesmo que esse sonho acabe amanhã, eu saberei que tudo não poderia ter acontecido em hora melhor, e assim ficará sempre na memória.
A vida realmente muda quando paramos de reclamar do que não temos e começãmos a enxergar o que temos e dar o valor que merece. Assim abrimos espaço para milhares de outros acontecimentos que vêm mudar nossa vida. E é bom sentir isso. O desejo de compartilhar com o mundo é enorme! Mas ninguém entenderia da mesma forma que eu sinto, infelizmente.
Fico pensando: o que será tudo isso? E por que está acontecendo? Eu mereço? Alegria, paz, tranquilidade, esperança, isso me traz. Mas será que um dia me fará sofrer e novamente a dor virá me visitar? Porque sinceramente, até hoje ainda não descobri o fundamento do sofrimento de antes. Não aprendi nada com ele, simplismente sofri. São tantas dúvidas.
Bom, mas não vamos nos apegar à elas. Não vou ter medo de algo me faz bem, né? Aqui não aprendemos que temos que aproveitar cada momento como se fosse o último? Então, é isto que estou fazendo, sem pensar em nada. Claro, que tentando não extrapolar tudo.
Aliás, eu costumo ser assim. O ruim é que nem sempre (ou melhor, nunca) há (ou houve) o meu último dia, e aí.... aí a história tem começo (feliz), meio (morno) e fim (esse nem sempre tão agradável, por isso pode ser que se chame "fim").
Mas, wherever. Voltando ao principio... o papel deu lugar à outro, muito melhor, mais importante, e sem dúvida, mais sincero.
E é isso.
Novo papel,
Novos tempos,
Novos pensamentos,
Novos sentimentos,
Nova vida,
"New life"!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Decepção

mata sim.
E não ensina a viver.

Queria que meu coração se congelasse, e que eu nunca mais sentisse nada.
Acho que só assim eu aprenderia a viver sem morrer de vez em quando, se é que deu pra entender.

Uma coisa eu aprendi sim, que sentimentos a gente não controla. Isso sim é que eu aprendi. Sofrer nao é uma coisa que escolhemos, o que acontece é que depois de um tempo a gente cansa, só isso. E aí somos condicionados a prestar atenção em outras coisas pra dispersar esse sofrimento, e fingir que somos felizes e recuperados.
''Rá! Ora, francamente''.
Que grande ilusão vinda de si para si próprio.

E a frase que segue não sai da minha cabeça...
"we´re living a lie, we´re gonna die hoping for love.''

domingo, 7 de setembro de 2008

Where Are You ?

É sério.
Onde?

Cadê o amor?

Que saudade de sentir o amor... de sentir as pernas tremendo, o coração pulando, a espera pela sexta-feira, o conforto de se esquentar no frio...de olhar pro teto do quarto e imaginar o céu...de andar na areia da praia e sentir cada grão e sentar em frente o mar pra admirá-lo, de assistir um filme e depois que acabar, olhar por lado e dar um beijo e comentar, de não fazer nada e nem precisar fazer porque o o tédio não aparece, e o simples fato de conversar e conversar já vale mais do que qualquer lugar que exista, de acordar de manhã e ver uma mensagem que te faça sorrir, de ouvir uma música e depois toda vez que ouvir te lembrar aquele momento, de chorar de rir, de abraçar quando chegar, de ir correndo, de confortar a dor, de aconselhar mesmo que os conselhos nem sejam seguidos, de escrever meia duzia de palavras bestas no guardanapo, de dar aquele presentinho simples, de dar uma satisfação, de brigar e depois fazer as pases, de sentir ciúme, de andar de mão dada, de ver os fogos do ano novo, de sugerir uma roupa mais legalzinha e se sentir tão besta por isso, de ligar e passar lá, de dar raiva só de olhar de tanto que você gosta, de deitar na rede, de contar um segredo, falar sobre as suas loucuras mais loucas, de seus anseios, dos seus planos e ouvir também, de se identificar sempre ouvindo e falando aquele "é nossa, é isso mesmo...", de reclamar, de ficar ansiosa, desconfiar, acreditar e desacreditar, de questionar, de querer saber porquê, de ver uma luz bem forte vinda da pessoa que parece o sol que está atrás, e sorrir só de ver aquele sorriso... de ouvir aquela música, e fazer amor, amor de verdade, aquele que você sente cada toque...
Porque isso realmente acontece quando se ama...
Não, não é coisa de novela. Quem já amou, sabe!

Cadê?

sábado, 30 de agosto de 2008

Alone

Always alone.

=/

domingo, 3 de agosto de 2008

De Nick Farewell

Está frio, ainda maisfrio estou por dentro. Tudo parece congelar à minha volta. Aperto ainda mais o casaco. Eu queria que Deus me passasse para o lado quente da vida. Mas também retirar essa resposta estúpida de que estou reclamando de barriga cheia. Quem nunca teve, ou melhor, tem o coração partido como eu, sabe do que estou falando (eu acho). Tenho medo de dizer isso. Mas nunca poderemos preencher e nem aquecer o vazio que sentimos aqui dentro. Aperto o passo. Pendo em ir para algum lugar onde ninguem me conheça pela milésima vez. Penso em mudar de identidade pela milésima vez. Penso em inventar uma nova personalidade. Uma nova história. Sem traumas e complexos. Alguém mais alegre e sem problemas metafísicos. Eu quase consigo imaginar isso de verdade. Fecho os olhos e crio uma idéia nova. Uma nova pesonalidade. Uma nova identidade e um novo lugar. Uma nova infância, uma nova adolecência, uma nova escola, uma nova namorada. Eu amaldiçôo todo demonio que conheço, mas não consigo mudar o meu maldito coração. Levanto meu rosto, expirando fundo. Sinto que deixei alguma coisa no bar. Alguma coisa no Passenger, alguma coisa em casa, outra coisa na infância, mais coisas na casa dos pais e provavelmente tudo no berçário. Queria chorar. Queria lamentar sinceramente pela minha falta de clareza. De não saber o que sinto. Queria derramar todas as minhas mágoas de não conseguir entender absolutamente nada. De ter nascido nessa condição precária. Tudo o que está em mim me acompanha desde que eu nasci? Queria que a minha sombra me respondesse. Mas a minha sombra é como a minha dor. Aparce e desaparece dependendo do sol da minha vida.

Monólogo

Duas e trimta e quatro da manhã. Final de mais um final de semana.
Minha vida parece um monólogo.
Não por que eu viva sozinha não. Eu vivo rodeada de pessoas, mas ainda me falta.
Eu falo com as pessoas, mas o que eu sinto, é sozinha. Eu durmo, eu acordo, eu como, eu tomo banho, eu dirijo, eu ando, eu escuto música, eu trabaolho, eu leio, eu escrevo. Tudo sozinha. Mesmo que em todas estas colocações acima exiastam pessoas ao meu redor, no pensamento sou sempre eu, e eu, e eu. Pensamentos que não divido com ninguém, sentimentos que não são expressados. Eu estou parada, mas minha cabeça vive a mil por hora, ela não pára, não descansa. As agonias, as dúvidas, as incertezas, as questões que toda hora me faço estão vivas no meu pensamento 24 horas por dia, até dormindo, onde entram os sonhos (ou pesadelos).
Hora quero viver, hora não quero mais. Hoje quero trabalhar, amanhã não quero nem lembrar que isso existe. Depois quero amar, mas antes quero ser amada. Depois não quero mais nenhum dos dois, o que quero mesmo é ficar sozinha. Mas sozinha nada terá graça, então volto ao princípio de tudo. Minha vida e minha rotina, assim como os meus pensamentos, têm prazo de validade. Estranho isso, por que "temos que ser convictos, e fortes, e não desistir nunca".
Eu sorrio pras pessoas, mas um sorriso que mem sempre expessa uma felicidade verdadeira.
Minha vida agora é feita apenas de momentos, instantes, segundos, minutos e horas de alegria. Não de felicidade. Felicidade é aquela que te deixa bem o dia todo, todos os dias. E quando se é inconstante, já se vê então que não é felicidade.
Eu agradeço pelos amigos, pelas risadas, pela companhia, pela igualdade, pela loucura, festas, etc. Mas e no fundo, o que existe? Um grande buraco.
Já dizia o Nick Farewell que ninguém nunca vai tampar o buraco que existe em nós, porque já nascemos com ele. É como tapar o sol com a peneira, você tampa, mas não completamente.
Pessoas vão e vem, entram e saem de nossas vidas, mas o buraco escuro do nosso coração continua lá. Algumas dessas pessoas são uma peneira, outras acabam deixando esse buraco ainda mais fundo e escuro. E assim, fica ainda mais dificil de fechá-lo.
Viver numa cidade grande é isso. Caminhos e corações com o mesmo buraco sem fundo se cruzam todos os dias, mas cada um com o seu destino. Pessoas interessantes passam ao nosso lado sem nem mesmo sabermos que são interessantes. Ou se realmente são interessantes. Daí elas se vão, e não saberemos nunca mais.
Um dia eu vou embora daqui, quem sabe lá não exista uma peneira pra mim.

domingo, 20 de julho de 2008

Shiver

So I look in your direction,
But you pay me no attention, do you?
I know you don't listen to me,'
Cause you say you see straight through me,
Don't you?
But on and on,
From the moment I wake, To the moment I sleep,
I'll be there by your side,
Just you try and stop me,
I'll be waiting in line,
Just to see if you care
Oh, did you want me to change?
Well I'd change for good,
And I want you to know that you'll always get your way
And I wanted to say
Don't you shiver
Don't you shiver
And I'll always be waiting for you
So you know how much I need you,
But you never even see me do you?
And is this my final chance of getting you?
But on and on,
From the moment I wake,To the moment I sleep,
I'll be there by your side,
Just you try and stop me,
I'll be waiting in line,Just to see if you care, if you care.

domingo, 6 de julho de 2008

O Amor

- Tú, coração de bondade, chorar por quê motivo?

- Por ver assim oprimido o teu coração de bondade.

- Ora, mas é justamente essa a transgressão do amor. - As dores que são minhas e de mais ninguém jazem pesadas dentro do meu peito; e tu as fazem propagarem-se, por teres pressionado meu peito com mais dores, as tuas. Esse amor que acaba de me revelar acrescenta ainda mais tristeza à minha própria tristeza. Amor é uma fumaça que se eleva com o vapor dos suspiros; purgado, é o fogo que contila nos olhos dos amantes. O que mais é o amor? A mais discreta das loucuras, fel que sufoca, doçura que preserva.


William Shakespeare

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Diálogo

Deixo tudo assim,não me importo em ver
a idade em mim, ouço o que convém
Eu gosto é do gasto.

Sei do incômodo, e ela tem razão
Quando vem dizer, que eu preciso sim
De todo o cuidado.

E se eu fosse o primeiro a voltar pra mudar o que eu fiz
Quem então agora eu seria?

Ahh tanto faz, e o que não foi nao é.
Eu sei que ainda vou voltar, mas eu quem será?

Deixo tudo assim, nao me acanho em ver vaidade em mim
Eu digo o que condiz.

Eu gosto é do estrago, sei do escândalo e eles tem razão
Quando vem dizer que eu não sei medir
Nem tempo e nem medo...

E se eu for o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado?
Ahhh ora se não sou eu quem mais vai decidir o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão.

Ahhh se o que eu sou é tambem o que eu escolhi ser
Aceito a condição.

Vou levando assim que o acaso é amigo do meu coração
Quando falo comigo, quando eu sei ouvir.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Perdi-me

"Perdi-me muitas vezes pelo mar
Com o ouvido cheio de flores recem-cortadas
Com a lingua, cheia de amor e de agonia

Muitas vezes me perdi pelo mar
Como me perco no coração de alguns meninos

Porque as rosas buscam em frenteUma dura paisagem de osso
E as mão do homem não tem mais sentido
Que imitar as raízes sobre a terra

Como me perco no coração de alguns meninos
Perdi-me muitas vezes pelo mar
Ignorante da água
Vou buscando uma morte de luz que me consuma"

terça-feira, 3 de junho de 2008

Wherever

Que o medo da solidão se afaste
E o convívio comigo mesma se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso que me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito.
Que a arte me aponte uma resposta mesmo que ela mesma não saiba
E que ninguém a tente complicar, pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia a outra metade é canção.
Que a minha loucura seja perdoada porque metade de mim é amore a outra metade também.

domingo, 1 de junho de 2008

Sim, já.

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo;
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos;
Já expulsei pessoas q amava de minha vida, já me arrependi por isso;
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos;
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri q eles não existem;
Já amei pessoas q me decepcionaram, já decepcionei pessoas q amaram;
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir;
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi;
Já fingi não dar importância às pessoas q amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto;
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir;
Já acreditei em pessoas q não valiam a pena, já deixei de acreditar nas q realmente valiam;
Já tive crises de riso quando não podia;
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse;
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.

Muitas vezes deixei de falar o q penso para agradar uns, outras vezes falei o q não pensava para magoar outros;
Já fingi ser o q não sou para agradar uns, já fingi ser o q não sou para desagradar outros;
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz;
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava;
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade;
Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali";
Já cai inúmeras vezes achando q não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando q não cairia mais;
Já liguei para quem não queria apenas para ligar para quem realmente queria;
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava;
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo... mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda;
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri q não eram;
Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim...

Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre...
Não me mostre o q esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o q não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!

Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão...
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer: - E daí? EU ADORO VOAR!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Passagem

O vento frio e forte é contra o vestido branco e longo, que quase se confunde com a cor da pele. Cabelos pretos e contraste perfeito, que assim como o vestido, é espalhado para todos os lados.
Pulsos expondo a mais louca consequência da fraqueza. Anda na imensidão do inexistente e procura algo que nem ela mesma sabe o que é, e ao longe vê um clarão que no momento é a saída para tudo. Cada vez mais próxima, a luz toma conta de sua volta e não se vê mais nada. Agora o escuro toma o lugar do que antes era límpido. Como num sonho, anjos passam em flashes que permitem a visão e a dor dos olhos que não se habituam com rápidas mudanças. Eles a carregam para o outro lado, o lado mais próximo e confuso dentro do seu próprio ser e a guiam, pois perdida, não se encontra em si. A viagem começa, para entender cada detalhe de sua alma.

Pecados, humilhações. A beleza externa que esbanjava era totalmente ferida interiormente. Sim, era bela e não sublime. Uma forte pressão e aperto acontecem e tudo é revirado. É o coração atingido, demosntrando sua fraqueza diante das decepções. Toda a dor causada outrora, reverte-se. Todo pecado, mesmo que já perdoado, vira angústia, o inconsciente se torna cada vez mais inconsciente, o escuro traz o medo, o vermelho, amarelo, verde, todas as cores misturadas e a vertigem é sentida em cada órgão com se corresse por todos os caminhos dentro de seu corpo. Os anjos ao seu lado nada podem fazer, a não ser deixar que tudo aconteça sem interferir. Em pouco tempo, ela já suplica para que parassem, almeja a ajuda, que a acolham. Mas antes de voltar ao mundo, precisa-se conhecer o que pode vir, é a preparação. O clarão novamente toma conta, os anjos despedem-se e vão ao longe. A claridade ofusca sua visão, e no vácuo ela vaga e assim continua, no lugar onde os segundos , minutos e horas não existem. Num túnel, sem que a mente comande os membros para que ela se mova, o fim está cada vez mais próximo, próximo, próximo.
Ao final, nas mãos protegidas por luvas e pintadas de sangue, está uma nova vida.
Agora sim, de volta ao mundo, e achance de um recomeço.

Aways the Same

Nem sempre se tem alguma coisa nova pra falar...ainda mais com essa rotina, aff, São Paulo.
Onde tudo pode acontecer, mas continua tudo assim. Aways the same.

Acordar, banho, trem, busão, canal, trabalhar, busão, trem (lata de sardinha, melhor dizendo), casa, banho, facul, blá-blá-blá, nada, nada, nada.

Oh, são tantas emoções!

E pq a mudança de humor tão repentina? Domingo e segunda, tudo lindo. E do nada, tudo uma merda. Aways the same. Penso que já esqueci, mas não, eu continuo lembrando. Faço tudo pra mudar, a mudança vem, e eu faço tudo voltar como era antes.

Puta que Pariu, tô no México !!!
Seria bom.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Uma galinha

Como tranformar um texto que conta a história de uma galinha, em um roteiro? Fácil.
Mas e quando você tem que inventar uma história, baseada nesta, e criar um roteiro ? Dificil, ou...o dia todo.
A história original é boa, claro, é da Clarice Lispector. Mas, sinceramente....não é muito inspiradora. O pior, é que para a Estela "daria roteiros fantásticos". Bom, sei lá, cada loco com sua mania né !!!

Enfim, virou uma história meio tosca, não sei nem definir se é comica ou se é um drama. Poderia ser um conto melodramático, acho que se encaixa melhor... rsrs agora tomara que esteja valendo alguma coisa, quem sabe pra ela não é fantástico também, né!? Mas sinceramente, eu não gravaria esta história!!

Sinopse: Um fazendeiro sequestra moças pra trabalhar na sua fazenda. Ele pega Maria, e antes de fazê-la de escrava, a estupra. Ela engravida, e ele a trata como rainha, lhe dá uma vida boa enquanto ela está gravida. Meses após a criança nascer, ele a mata. Fim.
Péssimo.

História Original: Uma galinha tenta fugir pra não virar almoço, o cara a pega, e enquanto preparam tudo, ela bota um ovo e vira o centro das atenções da casa e é tratada com amor. Depois de um tempo começa a ser esquecida, e enfim, vira almoço.

Parecido né? hahahahahaha

quinta-feira, 22 de maio de 2008

O tempo passa...

O tempo passa mesmo, não é? E como as coisas mudam durante a nossa vivência.
Quem diria, eu aqui, tão calma e tranquila...
Algum tempo atrás eu estaria atrás de alguém, pra sair, pra fazer alguma coisa...hoje não tenho mais essa necessidade. Estou aqui, na frente dessa tela sem graça, escrevendo pro nada e pensando "nem parece eu mesma". Eu não me lembro de ninguém e acho que ninguém se lembra de mim também nesse momento... e isso nada me abala. Daqui a pouco, vou desligar esse "universo paralelo", escovar os dentes e ir dormir.
Simples.

Minhas angústias eu guardo, minhas tristezas também. Não me afogo mais em multidões, onde eu sinto falta de pequenas-grandes coisas, pra esquecê-las momentaneamente (ou tentar). Melhor é me cobrir, me esquentar, ouvir um som...e pensar, pensar... sem procurar soluções, ou planejar algo...apenas pensar, até pegar no sono e amanhã acordar pra outro dia, porquê o mundo não pára pra nós.

Hi =)

E ai...
Não sei por que me deu uma vontade imensa de criar um blog...
Bom, também...feriado, todos viajando...nada pra fazer, frio, ninguém pra conversar...pra completar, trabalho no domingo...
É, acho que já descobri !

Beleza, começa aqui então !
Beijo.