quinta-feira, 29 de maio de 2008

Passagem

O vento frio e forte é contra o vestido branco e longo, que quase se confunde com a cor da pele. Cabelos pretos e contraste perfeito, que assim como o vestido, é espalhado para todos os lados.
Pulsos expondo a mais louca consequência da fraqueza. Anda na imensidão do inexistente e procura algo que nem ela mesma sabe o que é, e ao longe vê um clarão que no momento é a saída para tudo. Cada vez mais próxima, a luz toma conta de sua volta e não se vê mais nada. Agora o escuro toma o lugar do que antes era límpido. Como num sonho, anjos passam em flashes que permitem a visão e a dor dos olhos que não se habituam com rápidas mudanças. Eles a carregam para o outro lado, o lado mais próximo e confuso dentro do seu próprio ser e a guiam, pois perdida, não se encontra em si. A viagem começa, para entender cada detalhe de sua alma.

Pecados, humilhações. A beleza externa que esbanjava era totalmente ferida interiormente. Sim, era bela e não sublime. Uma forte pressão e aperto acontecem e tudo é revirado. É o coração atingido, demosntrando sua fraqueza diante das decepções. Toda a dor causada outrora, reverte-se. Todo pecado, mesmo que já perdoado, vira angústia, o inconsciente se torna cada vez mais inconsciente, o escuro traz o medo, o vermelho, amarelo, verde, todas as cores misturadas e a vertigem é sentida em cada órgão com se corresse por todos os caminhos dentro de seu corpo. Os anjos ao seu lado nada podem fazer, a não ser deixar que tudo aconteça sem interferir. Em pouco tempo, ela já suplica para que parassem, almeja a ajuda, que a acolham. Mas antes de voltar ao mundo, precisa-se conhecer o que pode vir, é a preparação. O clarão novamente toma conta, os anjos despedem-se e vão ao longe. A claridade ofusca sua visão, e no vácuo ela vaga e assim continua, no lugar onde os segundos , minutos e horas não existem. Num túnel, sem que a mente comande os membros para que ela se mova, o fim está cada vez mais próximo, próximo, próximo.
Ao final, nas mãos protegidas por luvas e pintadas de sangue, está uma nova vida.
Agora sim, de volta ao mundo, e achance de um recomeço.

Aways the Same

Nem sempre se tem alguma coisa nova pra falar...ainda mais com essa rotina, aff, São Paulo.
Onde tudo pode acontecer, mas continua tudo assim. Aways the same.

Acordar, banho, trem, busão, canal, trabalhar, busão, trem (lata de sardinha, melhor dizendo), casa, banho, facul, blá-blá-blá, nada, nada, nada.

Oh, são tantas emoções!

E pq a mudança de humor tão repentina? Domingo e segunda, tudo lindo. E do nada, tudo uma merda. Aways the same. Penso que já esqueci, mas não, eu continuo lembrando. Faço tudo pra mudar, a mudança vem, e eu faço tudo voltar como era antes.

Puta que Pariu, tô no México !!!
Seria bom.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Uma galinha

Como tranformar um texto que conta a história de uma galinha, em um roteiro? Fácil.
Mas e quando você tem que inventar uma história, baseada nesta, e criar um roteiro ? Dificil, ou...o dia todo.
A história original é boa, claro, é da Clarice Lispector. Mas, sinceramente....não é muito inspiradora. O pior, é que para a Estela "daria roteiros fantásticos". Bom, sei lá, cada loco com sua mania né !!!

Enfim, virou uma história meio tosca, não sei nem definir se é comica ou se é um drama. Poderia ser um conto melodramático, acho que se encaixa melhor... rsrs agora tomara que esteja valendo alguma coisa, quem sabe pra ela não é fantástico também, né!? Mas sinceramente, eu não gravaria esta história!!

Sinopse: Um fazendeiro sequestra moças pra trabalhar na sua fazenda. Ele pega Maria, e antes de fazê-la de escrava, a estupra. Ela engravida, e ele a trata como rainha, lhe dá uma vida boa enquanto ela está gravida. Meses após a criança nascer, ele a mata. Fim.
Péssimo.

História Original: Uma galinha tenta fugir pra não virar almoço, o cara a pega, e enquanto preparam tudo, ela bota um ovo e vira o centro das atenções da casa e é tratada com amor. Depois de um tempo começa a ser esquecida, e enfim, vira almoço.

Parecido né? hahahahahaha

quinta-feira, 22 de maio de 2008

O tempo passa...

O tempo passa mesmo, não é? E como as coisas mudam durante a nossa vivência.
Quem diria, eu aqui, tão calma e tranquila...
Algum tempo atrás eu estaria atrás de alguém, pra sair, pra fazer alguma coisa...hoje não tenho mais essa necessidade. Estou aqui, na frente dessa tela sem graça, escrevendo pro nada e pensando "nem parece eu mesma". Eu não me lembro de ninguém e acho que ninguém se lembra de mim também nesse momento... e isso nada me abala. Daqui a pouco, vou desligar esse "universo paralelo", escovar os dentes e ir dormir.
Simples.

Minhas angústias eu guardo, minhas tristezas também. Não me afogo mais em multidões, onde eu sinto falta de pequenas-grandes coisas, pra esquecê-las momentaneamente (ou tentar). Melhor é me cobrir, me esquentar, ouvir um som...e pensar, pensar... sem procurar soluções, ou planejar algo...apenas pensar, até pegar no sono e amanhã acordar pra outro dia, porquê o mundo não pára pra nós.

Hi =)

E ai...
Não sei por que me deu uma vontade imensa de criar um blog...
Bom, também...feriado, todos viajando...nada pra fazer, frio, ninguém pra conversar...pra completar, trabalho no domingo...
É, acho que já descobri !

Beleza, começa aqui então !
Beijo.