Always alone.
=/
sábado, 30 de agosto de 2008
domingo, 3 de agosto de 2008
De Nick Farewell
Está frio, ainda maisfrio estou por dentro. Tudo parece congelar à minha volta. Aperto ainda mais o casaco. Eu queria que Deus me passasse para o lado quente da vida. Mas também retirar essa resposta estúpida de que estou reclamando de barriga cheia. Quem nunca teve, ou melhor, tem o coração partido como eu, sabe do que estou falando (eu acho). Tenho medo de dizer isso. Mas nunca poderemos preencher e nem aquecer o vazio que sentimos aqui dentro. Aperto o passo. Pendo em ir para algum lugar onde ninguem me conheça pela milésima vez. Penso em mudar de identidade pela milésima vez. Penso em inventar uma nova personalidade. Uma nova história. Sem traumas e complexos. Alguém mais alegre e sem problemas metafísicos. Eu quase consigo imaginar isso de verdade. Fecho os olhos e crio uma idéia nova. Uma nova pesonalidade. Uma nova identidade e um novo lugar. Uma nova infância, uma nova adolecência, uma nova escola, uma nova namorada. Eu amaldiçôo todo demonio que conheço, mas não consigo mudar o meu maldito coração. Levanto meu rosto, expirando fundo. Sinto que deixei alguma coisa no bar. Alguma coisa no Passenger, alguma coisa em casa, outra coisa na infância, mais coisas na casa dos pais e provavelmente tudo no berçário. Queria chorar. Queria lamentar sinceramente pela minha falta de clareza. De não saber o que sinto. Queria derramar todas as minhas mágoas de não conseguir entender absolutamente nada. De ter nascido nessa condição precária. Tudo o que está em mim me acompanha desde que eu nasci? Queria que a minha sombra me respondesse. Mas a minha sombra é como a minha dor. Aparce e desaparece dependendo do sol da minha vida.
Monólogo
Duas e trimta e quatro da manhã. Final de mais um final de semana.
Minha vida parece um monólogo.
Não por que eu viva sozinha não. Eu vivo rodeada de pessoas, mas ainda me falta.
Eu falo com as pessoas, mas o que eu sinto, é sozinha. Eu durmo, eu acordo, eu como, eu tomo banho, eu dirijo, eu ando, eu escuto música, eu trabaolho, eu leio, eu escrevo. Tudo sozinha. Mesmo que em todas estas colocações acima exiastam pessoas ao meu redor, no pensamento sou sempre eu, e eu, e eu. Pensamentos que não divido com ninguém, sentimentos que não são expressados. Eu estou parada, mas minha cabeça vive a mil por hora, ela não pára, não descansa. As agonias, as dúvidas, as incertezas, as questões que toda hora me faço estão vivas no meu pensamento 24 horas por dia, até dormindo, onde entram os sonhos (ou pesadelos).
Hora quero viver, hora não quero mais. Hoje quero trabalhar, amanhã não quero nem lembrar que isso existe. Depois quero amar, mas antes quero ser amada. Depois não quero mais nenhum dos dois, o que quero mesmo é ficar sozinha. Mas sozinha nada terá graça, então volto ao princípio de tudo. Minha vida e minha rotina, assim como os meus pensamentos, têm prazo de validade. Estranho isso, por que "temos que ser convictos, e fortes, e não desistir nunca".
Eu sorrio pras pessoas, mas um sorriso que mem sempre expessa uma felicidade verdadeira.
Minha vida agora é feita apenas de momentos, instantes, segundos, minutos e horas de alegria. Não de felicidade. Felicidade é aquela que te deixa bem o dia todo, todos os dias. E quando se é inconstante, já se vê então que não é felicidade.
Eu agradeço pelos amigos, pelas risadas, pela companhia, pela igualdade, pela loucura, festas, etc. Mas e no fundo, o que existe? Um grande buraco.
Já dizia o Nick Farewell que ninguém nunca vai tampar o buraco que existe em nós, porque já nascemos com ele. É como tapar o sol com a peneira, você tampa, mas não completamente.
Pessoas vão e vem, entram e saem de nossas vidas, mas o buraco escuro do nosso coração continua lá. Algumas dessas pessoas são uma peneira, outras acabam deixando esse buraco ainda mais fundo e escuro. E assim, fica ainda mais dificil de fechá-lo.
Viver numa cidade grande é isso. Caminhos e corações com o mesmo buraco sem fundo se cruzam todos os dias, mas cada um com o seu destino. Pessoas interessantes passam ao nosso lado sem nem mesmo sabermos que são interessantes. Ou se realmente são interessantes. Daí elas se vão, e não saberemos nunca mais.
Um dia eu vou embora daqui, quem sabe lá não exista uma peneira pra mim.
Minha vida parece um monólogo.
Não por que eu viva sozinha não. Eu vivo rodeada de pessoas, mas ainda me falta.
Eu falo com as pessoas, mas o que eu sinto, é sozinha. Eu durmo, eu acordo, eu como, eu tomo banho, eu dirijo, eu ando, eu escuto música, eu trabaolho, eu leio, eu escrevo. Tudo sozinha. Mesmo que em todas estas colocações acima exiastam pessoas ao meu redor, no pensamento sou sempre eu, e eu, e eu. Pensamentos que não divido com ninguém, sentimentos que não são expressados. Eu estou parada, mas minha cabeça vive a mil por hora, ela não pára, não descansa. As agonias, as dúvidas, as incertezas, as questões que toda hora me faço estão vivas no meu pensamento 24 horas por dia, até dormindo, onde entram os sonhos (ou pesadelos).
Hora quero viver, hora não quero mais. Hoje quero trabalhar, amanhã não quero nem lembrar que isso existe. Depois quero amar, mas antes quero ser amada. Depois não quero mais nenhum dos dois, o que quero mesmo é ficar sozinha. Mas sozinha nada terá graça, então volto ao princípio de tudo. Minha vida e minha rotina, assim como os meus pensamentos, têm prazo de validade. Estranho isso, por que "temos que ser convictos, e fortes, e não desistir nunca".
Eu sorrio pras pessoas, mas um sorriso que mem sempre expessa uma felicidade verdadeira.
Minha vida agora é feita apenas de momentos, instantes, segundos, minutos e horas de alegria. Não de felicidade. Felicidade é aquela que te deixa bem o dia todo, todos os dias. E quando se é inconstante, já se vê então que não é felicidade.
Eu agradeço pelos amigos, pelas risadas, pela companhia, pela igualdade, pela loucura, festas, etc. Mas e no fundo, o que existe? Um grande buraco.
Já dizia o Nick Farewell que ninguém nunca vai tampar o buraco que existe em nós, porque já nascemos com ele. É como tapar o sol com a peneira, você tampa, mas não completamente.
Pessoas vão e vem, entram e saem de nossas vidas, mas o buraco escuro do nosso coração continua lá. Algumas dessas pessoas são uma peneira, outras acabam deixando esse buraco ainda mais fundo e escuro. E assim, fica ainda mais dificil de fechá-lo.
Viver numa cidade grande é isso. Caminhos e corações com o mesmo buraco sem fundo se cruzam todos os dias, mas cada um com o seu destino. Pessoas interessantes passam ao nosso lado sem nem mesmo sabermos que são interessantes. Ou se realmente são interessantes. Daí elas se vão, e não saberemos nunca mais.
Um dia eu vou embora daqui, quem sabe lá não exista uma peneira pra mim.
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